A Sociedade mais digital demanda uma Justiça mais rápida, menos burocrática e com maior conhecimento técnico dos novos assuntos trazidos pelo uso maciço de tecnologia nas relações entre pessoas, empresas e Instituições Públicas. Por isso, nos últimos anos, as decisões judiciais foram se aprimorando no tocante aos temas de Direito Digital, a tal ponto que estamos vivendo um marco histórico que é a migração para o Processo Eletrônico, ou seja, o Juiz e a Justiça ficaram digital também. A relação migrou do “balcão”, da ida ao Forum e ao Cartório, para ser uma comunicação via internet, com o envio das petições, peças processuais e cumprimento de prazos, tudo eletrônico. Cresceu a venda de scanners e de equipamentos de armazenamento de dados (“storage”), GED, bem como de certificados digitais da ICP-Brasil para o mercado Jurídico. Tudo isso para que haja um aparelhamento técnico-cultural essenciais para viabilizar a Justiça Digital.
Dra. Patricia Peck Pinheiro- Advogada especialista em Direito Digital, sócia fundadora da Patricia Peck Pinheiro Advogados, autora do livro “Direito Digital”, do áudio-livro e do pocket book “Tudo o que você precisa ouvir sobre Direito Digital”, e do áudio-livro “Eleições Digitais”, todos da Editora Saraiva. Artigo publicado no jornal Brasil Econômico em 03/03/10.
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