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Fitch Eleva Rating Nacional do Bicbanco



A Fitch Ratings elevou, hoje, o Rating Nacional de Longo Prazo do Banco Industrial e Comercial S.A. (Bicbanco) para 'A+(bra)' (A mais (bra)), de 'A(bra)'. Ao mesmo tempo, a agência afirmou o Rating Nacional de Curto Prazo em 'F1(bra)' e o Rating de Suporte em '5'. A Perspectiva do Rating de Longo Prazo é Estável.


A elevação do Rating Nacional de Longo Prazo do Bicbanco reflete a opinião da Fitch de que o Bicbanco tem demonstrado êxito no desenvolvimento de seus negócios em relação a outros bancos brasileiros de pequeno e médio portes. O banco vem mantendo os riscos controlados e uma boa performance operacional, inclusive em épocas de crise, como a que se iniciou em setembro de 2008, quando manteve alta liquidez e efetuou provisões adicionais para crédito de BRL101,6 milhões, demonstrando boa capacidade financeira.


Os ratings refletem, ainda, o maior desenvolvimento dos negócios do banco, aliado à manutenção de seu bom desempenho histórico e ao êxito no fortalecimento da franquia nos últimos anos. As classificações retratam ainda a grande experiência no principal segmento de atuação, médias empresas, e o prudente gerenciamento da liquidez e da captação. Com uma maior base de capital, o banco está melhor posicionado para implementar a estratégia de crescimento no segmento de atuação, que, alinhada à manutenção de sua performance, capitalização e liquidez, possibilitou a elevacão de seu rating.


Os ratings também consideram o fato de ser um banco de nicho, com concentrações típicas, e de estar mais suscetível às oscilações da economia. Por outro lado, poderiam ser impactados negativamente por uma forte deterioração da qualidade do crédito e uma maior alavancagem.


O Bicbanco apresenta estratégias e ferramentas adequadas para sua atuação no middle market, o que possibilitou seu forte crescimento neste segmento nos últimos anos. A base de clientes foi ampliada e a qualidade da carteira continua satisfatória, beneficiada pela expectativa de crescimento econômico a partir de 2010, devendo seu provisionamento gradualmente retornar a padrões históricos. O caixa livre mais alto durante os períodos de crise é reflexo de uma maior preocupação com a liquidez e o descasamento (BRL1,76 bilhão de caixa em março de 2010 ou 32% do total dos depósitos com vencimento com até um ano), que, no entanto, deverá ser reduzido a patamares ainda adequados com o maior desenvolvimento do crédito.


A evolução da captação tem sido positiva. A partir do primeiro trimestre de 2010, o Bicbanco instituiu como estratégia de captação de longo prazo a emissão de dívida externa, fundos de recebíveis e depósitos a prazo com garantia especial (DPGE). O Bicbanco possui um limite de DPGE de BRL5,0 bilhões (BRL180 milhões tomados até março de 2010), que deve ser utilizado parcialmente até 40% desse limite, sobretudo para equalizar o alongamento e a ampliação do crédito.


O banco tem apresentado boa rentabilidade, apesar do lucro de 2009 ter sido, em parte, beneficiado por reversão de provisões para contingências; adesão ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis IV) do governo federal; e reversão de provisões adicionais para créditos efetuadas em 2008. No primeiro trimestre de 2010, com o crescimento da carteira de crédito e menores provisões, sua rentabilidade operacional voltou aos padrões históricos. O banco tem tido êxito em reforçar sua estrutura de capital através de emissões subordinadas, levando a capitalização para cerca de altos 20% em junho de 2010, embora pretenda operar com um coeficiente regulatório não inferior a 14%. Na mesma época, o capital elegível segundo a metodologia da Fitch, considerando o capital Nível II, alcançou confortáveis 17,8%.


O Bicbanco está entre os vinte maiores bancos brasileiros por ativos e patrimônio líquido (11ª e 14ª posições em março de 2010, respectivamente) e mantém o foco no crédito para médias empresas com garantia de recebíveis. Sediado em São Paulo, sua origem data de 1938, sendo transformado em banco em 1944. A família fundadora, Bezerra de Menezes, detém 98,25% das ações ordinárias.


Fonte: Fitch Ratings – 28/07/10

     
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