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Previdência privada atinge receita recorde de R$ 56 bi

Enviado em 08/05/2012 18:29:02

Nos últimos doze anos, o mercado de previdência privada avançou a uma taxa média anual de 25%. E, ao que tudo indica, o segmento deve manter o ritmo de crescimento nos próximos anos. "O setor tem espaço para dobrar de tamanho em número de planos, pelo menos, nos próximos cinco anos", acredita Renato Russo, vice-presidente da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).
Atualmente, o mercado contabiliza aproximadamente 12 milhões de planos de benefícios, sendo que em 1999, esse número era de 3,4 milhões. "Para que o crescimento esperado nos próximos anos seja sustentável, é preciso que as pessoas sintam- se seguras quanto ao futuro", aponta Russo, que também é vice-presidente de vida e previdência da SulAmérica.
E foi justamente o sentimento de previsibilidade que levou o segmento a registrar recorde em arrecadação no ano passado: R$ 56 bilhões, segundo projeções da Fenaprevi, montante 21,5% maior quando comparado a igual período de 2010. "O sistema avançou em um cenário de estabilidade econômica, queda nos índices de desemprego e crescimento da massa salarial", lembra Osvaldo Nascimento, diretor executivo de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco. "Se mantidas essas condições, e os indicadores econômicos não derem sinais de reversão do cenário, vamos crescer entre 20% e 25% este ano", completa.
O Itaú Unibanco apresentou avanço superior à média do mercado em 2011: 30%, reflexo das alterações promovidas no processo de venda de produtos de investimento. Atualmente, a instituição financeira analisa o perfil do cliente e indica o melhor produto de acordo com objetivos e prazos de resgate. "É natural que se o horizonte de resgate é de longo prazo, o mais adequado seja os planos de previdência", ressalta.
Lúcio Flávio de Oliveira, diretor- presidente da Bradesco Vida e Previdência, também está otimista quanto o desempenho do mercado este ano. "O brasileiro já percebeu que o mercado interno pode sair fortalecido de uma crise mundial, a exemplo de 2008. E isso beneficia produtos de investimento que visam o longo prazo." Entretanto, não basta o cenário macroeconômico interno manter-se resiliente às turbulências externas. "Também temos que trabalhar de forma a ampliar o alcance dos planos de benefícios", diz Russo, referindo- se aos produtos em desenvolvimento pelo sistema, tal qual o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) com foco da saúde - VGBL Saúde - que deve oferecer benefícios fiscais sobre os recursos resgatados (ver matéria ao lado). "Os participantes do mercado de previdência complementar, seja aberto ou fechado (fundos de pensão) tem a responsabilidade de apresentar ao governo propostas que visam a reforma, e consequente o fomento, do sistema de previdência. E o VGBL Saúde passa por esse ciclo", pondera o diretor executivo do Itaú Unibanco.
Fonte: Brasil Econômico/ Vanessa Correia - 06/01/2012
 


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