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Para 2012, cenário é de incertezas e volatilidade

Enviado em 08/05/2012 18:28:02

Os bancos mostram um otimismo ainda contido para 2012. Como conselheiros das empresas, precisam mostrar que acreditam nas oportunidades para acessar o mercado de capitais, afinal dependem das receitas dessas transações. Mas, ao mesmo tempo, sabem que a situação na Europa continua incerta e está difícil prever momentos de longa estabilidade.
Até por isso, os executivos ainda esperam um ano difícil, com muita incerteza e volatilidade. No caso do mercado de ações, praticamente todos os banqueiros ouvidos acreditam que as primeiras operações devam ser realizadas durante o primeiro trimestre ou no começo do segundo.
Fernando Iunes, chefe de banco de investimento do Itaú BBA - que liderou os rankings de lançamento de ações e de dívida (interna e externo) em 2011, além do quadro de receitas - lembra que o Brasil não fica 12 meses sem emissões de ações há muito tempo e isso não deve ocorrer agora.
Para Iunes, as perspectivas para 2012 são diferentes do ano passado. Em 2011, a atividade começou forte e desacelerou. Agora será o oposto, com o segundo semestre mais forte, com um volume maior de negócios.
Há quatro empresas com pedido de oferta em análise na CVM: Isolux, Brasil Travel e Turismo, Seabras e CVC. Para Roberto Barbuti, co-chefe do Bank of America Merrill Lynch (BofA), os primeiros testes devem sair entre uma delas. Ele acredita ainda que as operações terão que ser robustas, acima de US$ 1 bilhão.
No mercado de dívida, apesar da instabilidade do quadro internacional, as empresas de primeira linha ainda encontram espaço para captar no exterior, enquanto as menores seguem recorrendo às emissões no mercado doméstico. Mas os preços das primeiras operações de 2012 já estão menores do que no ano passado, diz Eduardo Müller Borges, diretor do Santander. Mas o mercado ainda continua restrito a bons nomes, diz Renato Ejnisman, do Bradesco BBI.
Para Hans Lin, do BofA, quem deve sofrer mais são os bancos, pela própria dinâmica da crise europeia, concentrada nas instituições financeiras da região. Os bancos historicamente concentram boa parte de suas captações no começo do ano, para antecipar parte das necessidade para os demais meses. Segundo estimativa do BofA, as captações de dívida no primeiro trimestre por parte dos bancos devem responder por cerca de 30% a 40% do total, em 2012, quando, historicamente, esse volume se aproximava de 70%.
O segmento de fusões e aquisições (M&A) deve seguir ativo, porque é um mercado que mesmo durante crises se mantém aberto. Jaime Singer, diretor do Deutsche Bank, diz que o impacto das turbulências não é tão imediato, já que as negociações são mais longas. Foi um ano relativamente melhor do que o mercado de ações.
Ainda assim, em 2011, o volume foi pior do que em 2010, com operações menores (tamanho médio foi menor que R$ 130 milhões). Para este ano, há três vetores principais que devem marcar os negócios: consolidação de mercado, internacionalização de empresa brasileira e estrangeiros olhando mais o Brasil. Cresceu muito, por exemplo, o interesse dos asiáticos pelo Brasil, lembra ainda Singer.
Fonte: Valor Econômico/Fernando Travaglini - 06/01/2012
 


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