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ABBC Destaca

Nota de Crédito

Em julho, o total da carteira de crédito do SFN atingiu R$ 3.062 bilhões, apresentando um recuo anual de 1,7%.  Com o ambiente recessivo, a relação crédito/PIB declinou 4,7 p.p. nos últimos dois anos para 47,8%. Há um evidente processo de desalavancagem no setor privado que ainda não se finalizou. A queda da taxa de juros é positiva, mas remanescem alguns entraves. No que se refere às pessoas físicas (PF) tem-se uma sinalização mais positiva. O mercado de trabalho esboça alguma melhora, mesmo que a taxa de desemprego mantenha-se elevada (12,8% no trimestre encerrado em julho).  Os efeitos dos resgates das contas inativas do FGTS, que injetaram R$ 44,0 bilhões no mercado, contribuíram para a recuperação do consumo, impulsionada também pela recomposição parcial dos salários. Contudo, com a estabilização da taxa de inflação e a ausência de novos eventos, são razoáveis as chances de que a expansão do consumo seja moderada nos próximos meses, freando uma retomada mais agressiva no crédito para PF. Apesar de alguma recuperação, o nível de ociosidade registrado nas empresas dificulta também uma reação mais vigorosa do investimento. Como complicador, há indícios de que o quadro de recuperação da lucratividade e de redução das despesas financeiras verificado no primeiro trimestre, não se consolidou.
 
Em 12 meses, a carteira com recursos livres (RL) retraiu-se 2,1% e a com recursos direcionados (RD) em 1,3%. No segmento RL, na margem o desempenho frustrante adveio das modalidades de desconto de duplicatas e recebíveis (-12,1%) e de capital de giro (-1,5%). As operações com PF em RL, por sua vez, tiveram crescimento de 0,5%. A média móvel trimestral das concessões totais dessazonalizadas para PF mostra aumentos de 1,2% na margem e de 10,6% a.a., com destaque para o cartão de crédito, empréstimos consignados e para aquisição de veículos. Nas modalidades com RD, o saldo das operações do BNDES reduziu-se em 10,8% em relação a jul/16. A trajetória da taxa de inadimplência das operações mantém-se favorável, e a taxa de juros exibe tendência declinante compatível com a flexibilização monetária. Diante desse cenário, a expectativa da Assessoria Econômica da ABBC é de que o saldo total de crédito cresça 0,8% em 2017, resultado de aumentos de 0,4% para RL e de 1,3% para RD, puxados pelas expectativas de um avanço de 6,2% para PF e de uma retração de 4,6% para PJ.
 
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