Você está em: Assessoria Econômica > ABBC Destaca

Assessoria Econômica

ABBC Destaca

Nota de Crédito

Em abril, houve deterioração nos indicadores de Confiança do Consumidor (FGV) e de Demanda do Consumidor e das Empresas por Crédito (Serasa Experian). Este comportamento reflete os efeitos das incertezas sobre o cenário econômico, que impactam diretamente as decisões de consumo das famílias, de investimento das empresas, a oferta de crédito e consequentemente a evolução desse mercado.
 
Verificou-se novamente uma diminuição na margem no saldo de crédito do SFN (0,2%). Porém, em termos anuais, o seu ritmo mostrou-se mais moderado, saindo de -2,6% em mar/17 para -2,2% a.a.. Com 48,7% do total, os empréstimos para pessoas jurídicas (PJ) apresentaram variação de -7,8% a.a. ante -8,4% a.a. em mar/17. A menor intensidade na redução é observada, fundamentalmente, nas modalidades de capital de giro e BNDES, linhas de maior relevância desta carteira. No âmbito das operações às pessoas físicas (PF), constataram-se variações positivas de 0,1% no mês e de 3,8% a.a.  (ante 3,6% em mar/17), refletindo as expansões das carteiras de financiamento imobiliário e de crédito rural.
 
No que se refere às concessões, a média trimestral em termos dessazonalizados apontou um crescimento de 0,5% na margem. Desde out/16, observa-se uma redução no ritmo de queda em termos anuais, com variação negativa de 0,6%, ante -2,1% em mar/17. A mesma métrica para as operações para PF sinalizou altas de 0,8% no mês e de 5,6% a.a.. Este melhor desempenho das operações reflete o melhor comportamento das modalidades mais representativas nas concessões PF (cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e financiamento imobiliário). Em contraste, a média para PJ fechou com retrações de 1,7% no mês e de 12,2% a.a..
 
Finalmente, refletindo o ciclo de cortes da Selic iniciado em out/16 e as novas medidas em relação às operações rotativas do cartão de crédito, a taxa média de juros das operações de crédito do SFN reduziu-se abruptamente na margem (-1,9 p.p.), fechando abril em 30,2% a.a., maior queda desde mar/11. Já o indicador de inadimplência ficou estável em 3,9%, contudo, na comparação com abr/16, o índice mostrou uma elevação de 0,3 p.p.. O indicador para PF reduziu-se em 0,3 p.p. em 12 meses, mantendo-se em 4,0% pelo quarto mês consecutivo. Para PJ, houve elevações de 0,1 p.p. na margem e de 0,7 p.p. em 12 meses, fechando em 3,8%. Apesar dessa evolução relativamente favorável, vale alertar para os efeitos defasados no curso do indicador de inadimplência diante do elevado crescimento dos ativos problemáticos, conforme definidos na Resolução nº 4.557/2017.
 
Apesar de algumas sinalizações positivas na evolução do mercado de crédito, ainda se observa um elevado grau de incertezas, o que leva a Assessoria Econômica da ABBC a manter a estimativa de que, em 2017, o saldo total de crédito cresça apenas 0,8% em termos nominais. Esse desempenho seria resultado de aumentos de 0,4% nas operações com RL e de 1,3% com RD, puxados pelas expectativas de um avanço de 6,2% para PF e de uma retração de 4,6% para PJ.
 
Para ler na íntegra, clique aqui.

Endereço:
Av. Paulista, 949 - 6º andar
Bela Vista - CEP: 01311-100
São Paulo - SP
Telefone: (5511) 3288-1688
Fax: (5511) 3288-3390